UMA PAUSA NA RAZÃO E MEU DESCANSO NA LOUCURA

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Gratidão

A partir de hoje, 
Me proponho viver a experiência da gratidão.
Olhar para a vida e ver o que é bom.
Como os novos amigos, e as antigas amizades,
Ainda que nem sempre me dedique a elas como deveria.
Não aceitarei mais nada de mim mesma em parte,
Nada em pedaços, quero-me inteira em tudo...

Quero melhores relações.
Menos rancor do passado.
Descobertas especiais.
Experiências inacreditáveis e ousadas.
Aprendizagem na convivência e na amizade.
Daquelas que fazem a alma da gente 
Encontrar-se de novo com a gente mesmo.

Aprendizagem  do que realmente vale a pena nessa vida!
Opto por sentir. E cuidar. E curtir. E amar. Ah, o amor...
De novo o amor, como se fosse a primeira vez.
Desta vez, com cara de amor em gestação,
E por isso com o gosto da espera e da preparação.
Eu vou saboreando vagarosamente, quase em silêncio,
Para que não haja barulho que acorde os maus fluidos,
Já que está tudo bom e belo.
E por que não haveria de estar?

Hoje escolho viver cada experiência até a última gota.
Economizando cada gota pra não acabar.
Mas não economizando palavras, nem gestos, nem emoções. 
Mereço.

São trinta e dois abençoados anos!
Algo preciso ter aprendido até aqui 
Que torne mais doce a vida daqui para frente. 
Quero acolher todas as bênçãos 
Que estão transbordando em minha vida.
E ser cada dia mais serena para encontrar as saídas. 
Sei que 2011 será um ano melhor.
Será um ano fantástico!
E eu estou preparada para ele.

sábado, 1 de janeiro de 2011

O que importa na vida

Se conhecer é meta pra uma vida toda, não acaba nunca... Nosso maior mistério está dentro de nós mesmos, e a cada estação descobrimos outras faces que nosso espelho antes não mostrava. Por isso é importante nos amarmos incondicionalmente, mesmo sabendo que sempre estaremos “nos conhecendo”, e nunca, é claro, dar por concluída a investigação. 
A partir daí, podemos nos lançar não mais em direção a alguém, como nos ensinaram, mas em direção aos nossos sonhos na companhia de alguém, que também estará indo em direção aos seus sonhos, e que nem sempre serão os mesmos que os nossos. Alguém que amemos e que também jamais conheceremos totalmente, pois precisaremos nos permitir conhecer mais um pouco dessa pessoa a cada novo dia ao seu lado. 
Na vida, importa aprender a conviver com as imperfeições, as limitações, os erros, nossos e dos outros, e avançar apesar das decepções, não criando mais muitas expectativas a não ser a de viver plenamente, a partir deste amor que devemos cultivar, em paz.
A vida, ao contrário do que crescemos ouvindo, não é nada curta!... A vida é longa, muito longa mesmo para ser vivida longe da gente mesmo, longe das pessoas, dos lugares e das coisas nas quais colocamos o nosso coração. A vida é muito longa para ser vivida longe do amor. 
É muito tempo que passamos nesse mundo para escolher passar de qualquer jeito. E salvo alguma imprevisibilidade, a probabilidade de vivermos muito ainda é muito grande! Por isso, cabe a cada um perguntar-se como deseja viver esse tempo. E que não demoremos a encontrar as respostas.

Bem-vindo 2011

Que em 2011 possamos continuar fazendo bem um ao outro.
Que não haja medo, mas prudência.
Não haja barulho, mas música.
Não haja cansaço, mas celebração!

Que neste ano novinho que está começando
Eu tenha apenas medo de mim mesma se tiver de ter medo de algo
E menos medo dos outros, dos sonhos, dos erros, dos encontros...
Que eu planeje menos os encontros e saboreie mais as refeições.
Que eu fale menos, e ouça, e ouça, e ouça...
Que eu me aceite mais
E aceite o Universo também
Sem essa mania estúpida de querer controlar tudo.
Que eu entregue os pontos quando não houver mais nada a fazer
Mas que eu faça tudo o que há para fazer.
 
Que eu experimente novas cores,
Novos lugares, novos sabores.
Me envolva com novos livros,
Novas músicas, novos amores.
E que eu encontre paz.
Dentro de mim, fora de mim,
Ao redor do mundo que criei para mim.
Que eu encontre silêncio quando dele precisar.
E não tenha vergonha de precisar.
Que eu saiba pedir ajuda,
Aceitar ajuda,
Colaborar.
Participar.
Presenciar.
Amar.
Basta.

domingo, 28 de março de 2010

BLACKOUT

Assisti no celular aos vídeos do meu sobrinho.
Ouvi músicas no mp3 a pilha.
Deitei na rede na sacada do apartamento
(Nossa, isso foi o melhor de tudo...
Como eu me esqueci do quanto isso é bom?...)
E fiquei observando as pessoas e carros passando lá na rua.
Tomei uma taça de vinho.
Coisas que eu fazia quando eu não tinha computador,
nem TV de plasma, nem DVD, nem um som potente,
nem  VOCÊ.
 E só fiz ontem porque eu estava sem energia...
Blackout?
Cansaço do final de semana?
Ou a Hora do Planeta?

Tudo isso junto.
E foi bom.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Capas com açúcar

Olhe para mim. O que você vê?

Você consegue ver a mulher que mora por trás de todas essas capas
E que segue aos gritos, lágrimas, gargalhadas?
Que abriga um milhão de desejos e por isso
pede ou clama por tudo e ao mesmo tempo por nada?
Consegue ver, pelo menos um pouco,
Esse meu coração que muitos julgam louco?
Ele anuncia, celebra, comemora.
E eu me renovo, chego, fico, vou embora.

É que somos assim, a mulher e o coração:
Ambíguos
Prolixos
Intensos
Infinitos
E eu sem reservas ou pudores marco passagem:
Plural e Singular
Feminina e Masculina
Grande e pequena
Ácida e doce
 Hum... muito doce.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Caminho de volta

Eu estou bem, a vida segue seu curso,
Mas uma tristeza dia ou outro me pega meio que de surpresa.
Nenhum fato, apenas uma dorzinha sem lugar,
E daí não durmo direito, volta a ansiedade,
Aparece um medo de não sei o quê,
E faço mais um balanço sem quê nem porquê das coisas da vida...

Cheguei até aqui.
Andei, corri, tropecei, caí, tracei meta e destino,
Criei mapa e me equipei para a viagem.
                                                Cheguei.                                                  
Para onde vou agora?
                                                          
Vontade de não ir mais...
Ficar.
Permanecer.
Outra hora, vontade de ir logo e longe até me perder de novo.
E só aí, talvez, encontrar o lugar onde realmente eu quero estar.

Será que é a tal crise dos 30 anos que para mim chegou atrasada?     

     

sábado, 6 de março de 2010

31. Estou de volta com todas as pétalas abertas.



Poxa vida, 1 ano sem escrever...

Em 2009,
o que é que eu estava fazendo?
Vivendo meus 30 anos?

Agora estou de volta.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Bem-vinda aos 30!

É isso mesmo, sou uma mulher de 30 anos...
E quer saber?
Eu não quero sair nunca mais dos trinta anos!
Nunca mais mesmo...
Delícia de sensação essa a de que foi muito melhor do que era pra ser!
Uma vontade de nunca mais deixar de ser, nunca mais olhar pra trás,
nunca mais lamúrias e queixas porque há muito mais com o que se alegrar.
De repente ficou claro, claro claríssimo o que estou fazendo aqui.
E pouco importa se no final a caminhada der em outro destino,
diferente das metas que tracei, com ou sem festa.
Porque agora eu entendo que caminhar é realmente o que interessa.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Na véspera dos 30

Está passando...
Tão depressa e tão sem pressa ao mesmo tempo.
Tão perigoso e tão seguro.
Tão assustador e tão revelador.
Tão tantão de coisas para fazer
e pessoas para conhecer
e amores para sentir...
Tão comigo e tão sem mim.
Tão pequena e tão doída.
Novamente apaixonada pela vida.



"E aos vinte e nove
com o retorno de Saturno,
decidi começar a viver..."
(Renato Russo)

domingo, 3 de agosto de 2008

Sem palavras...

Estou tentando achar as palavras há semanas,
mas elas somem, se perdem dentro de mim
e por mais que eu procure não as encontro.
Só me deparo com uma dor gigantesca
que vai rasgando todos os meus sentimentos, um a um,
e me deixando despida, nua das máscaras todas
que eu uso para enganar a mim mesma
e fazer de conta que não está doendo.

2008, ano de transição, desafios novos a cada sol que nasce,
vontade de acertar, medo de não chegar lá onde nem sei mais onde fica.
Mudanças profissionais e mudanças profundas na minha personalidade.
Para continuar viva, eu precisei decidir recomeçar...

Os trinta anos se aproximam, e eu ainda não sou nem de longe
o que pretendia ser aos trinta quando tinha quinze.
Mas sou o que eu nem sonhava que seria.
Afinal, estou viva.
E feliz.
Isso importa.