UMA PAUSA NA RAZÃO E MEU DESCANSO NA LOUCURA

domingo, 28 de março de 2010

BLACKOUT

Assisti no celular aos vídeos do meu sobrinho.
Ouvi músicas no mp3 a pilha.
Deitei na rede na sacada do apartamento
(Nossa, isso foi o melhor de tudo...
Como eu me esqueci do quanto isso é bom?...)
E fiquei observando as pessoas e carros passando lá na rua.
Tomei uma taça de vinho.
Coisas que eu fazia quando eu não tinha computador,
nem TV de plasma, nem DVD, nem um som potente,
nem  VOCÊ.
 E só fiz ontem porque eu estava sem energia...
Blackout?
Cansaço do final de semana?
Ou a Hora do Planeta?

Tudo isso junto.
E foi bom.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Capas com açúcar

Olhe para mim. O que você vê?

Você consegue ver a mulher que mora por trás de todas essas capas
E que segue aos gritos, lágrimas, gargalhadas?
Que abriga um milhão de desejos e por isso
pede ou clama por tudo e ao mesmo tempo por nada?
Consegue ver, pelo menos um pouco,
Esse meu coração que muitos julgam louco?
Ele anuncia, celebra, comemora.
E eu me renovo, chego, fico, vou embora.

É que somos assim, a mulher e o coração:
Ambíguos
Prolixos
Intensos
Infinitos
E eu sem reservas ou pudores marco passagem:
Plural e Singular
Feminina e Masculina
Grande e pequena
Ácida e doce
 Hum... muito doce.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Caminho de volta

Eu estou bem, a vida segue seu curso,
Mas uma tristeza dia ou outro me pega meio que de surpresa.
Nenhum fato, apenas uma dorzinha sem lugar,
E daí não durmo direito, volta a ansiedade,
Aparece um medo de não sei o quê,
E faço mais um balanço sem quê nem porquê das coisas da vida...

Cheguei até aqui.
Andei, corri, tropecei, caí, tracei meta e destino,
Criei mapa e me equipei para a viagem.
                                                Cheguei.                                                  
Para onde vou agora?
                                                          
Vontade de não ir mais...
Ficar.
Permanecer.
Outra hora, vontade de ir logo e longe até me perder de novo.
E só aí, talvez, encontrar o lugar onde realmente eu quero estar.

Será que é a tal crise dos 30 anos que para mim chegou atrasada?     

     

sábado, 6 de março de 2010

31. Estou de volta com todas as pétalas abertas.



Poxa vida, 1 ano sem escrever...

Em 2009,
o que é que eu estava fazendo?
Vivendo meus 30 anos?

Agora estou de volta.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Bem-vinda aos 30!

É isso mesmo, sou uma mulher de 30 anos...
E quer saber?
Eu não quero sair nunca mais dos trinta anos!
Nunca mais mesmo...
Delícia de sensação essa a de que foi muito melhor do que era pra ser!
Uma vontade de nunca mais deixar de ser, nunca mais olhar pra trás,
nunca mais lamúrias e queixas porque há muito mais com o que se alegrar.
De repente ficou claro, claro claríssimo o que estou fazendo aqui.
E pouco importa se no final a caminhada der em outro destino,
diferente das metas que tracei, com ou sem festa.
Porque agora eu entendo que caminhar é realmente o que interessa.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Na véspera dos 30

Está passando...
Tão depressa e tão sem pressa ao mesmo tempo.
Tão perigoso e tão seguro.
Tão assustador e tão revelador.
Tão tantão de coisas para fazer
e pessoas para conhecer
e amores para sentir...
Tão comigo e tão sem mim.
Tão pequena e tão doída.
Novamente apaixonada pela vida.



"E aos vinte e nove
com o retorno de Saturno,
decidi começar a viver..."
(Renato Russo)

domingo, 3 de agosto de 2008

Sem palavras...

Estou tentando achar as palavras há semanas,
mas elas somem, se perdem dentro de mim
e por mais que eu procure não as encontro.
Só me deparo com uma dor gigantesca
que vai rasgando todos os meus sentimentos, um a um,
e me deixando despida, nua das máscaras todas
que eu uso para enganar a mim mesma
e fazer de conta que não está doendo.

2008, ano de transição, desafios novos a cada sol que nasce,
vontade de acertar, medo de não chegar lá onde nem sei mais onde fica.
Mudanças profissionais e mudanças profundas na minha personalidade.
Para continuar viva, eu precisei decidir recomeçar...

Os trinta anos se aproximam, e eu ainda não sou nem de longe
o que pretendia ser aos trinta quando tinha quinze.
Mas sou o que eu nem sonhava que seria.
Afinal, estou viva.
E feliz.
Isso importa.

sábado, 26 de julho de 2008

Pra sempre

A verdade é que pra sempre existe.

A gente é que finge que não
Pra não ter que encarar
A desesperadora verdade que é
Não poder mais interferir
Em algo que já se tornou
Para sempre!...

Para sempre as minhas cicatrizes
Cada vez que me olho no espelho.
Para sempre as minhas lembranças
Cada vez que me parto ao meio
E investigo até onde eu acho que não posso mais chegar.
Enganando a memória, refazendo a história,
Arrancando as coisas do seu devido lugar.

Para sempre os sons que marcaram minhas pegadas.
Para sempre os cheiros nas encruzilhadas.
Para sempre os gostos das experiências.
Cada uma em sua essência.

Para sempre os risos e as lágrimas derramadas.
Para sempre as páginas viradas.
A inocência perdida, as estratégias falidas.
E todos os sonhos de uma vida...

Ah, esses sim.
Que sejam para sempre!

Te perder sem te ganhar


Ah!, a saudade...
me rasgando em mil pedaços,
em fragmentos de tantas ilusões e devaneios,
em partes de mim que eu nem sabia existirem,
em medos que nem preciso mais ter,
em sonhos que ousei sustentar,
em lágrimas por te perder sem te ganhar.


Só coisas

Saberes que não revelam
Sabores que não saciam
Desejos escondidos, perdidos no final
Só coisas boas, tolas, a toa, só coisas...

Então você
E o meu coração desafina
Tudo se confunde, se mistura
É a dor que sem doer desatina

O indizível e o invisível me entregam
Coração rasgado chora e ri de desagrado
Me despeço de onde não cheguei
Conjugo os verbos de amanhã no passado

Inexplicavelmente eu recomeçaria
Tudo de novo se fosse preciso
E mais uma vez, e tudo outra vez
Até me perder no teu riso

Pois cada perfume no ar que eu sinto
E nem sei se ainda respiro
Cada gosto misturado
Embriagando meu ser e minhas fantasias
Fazem parte da paz e da agonia
De saber que só sei te olhar.