UMA PAUSA NA RAZÃO E MEU DESCANSO NA LOUCURA

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vírgula

Senta, olha, encara
Se depara
E aceita
As reticências...
As interrogações???
As exclamações!!!
Mas não o atrevido ponto final
que quase nos engana dizendo querer nos proteger,
sem saber que amar não tem como fazer mal
quando no coração prevalece o bem, e,
especialmente, quando se trata de eu e você...
E se a felicidade é uma casa onde se mora de aluguel,
reúno todas as economias, mais o meu amor e meu mel,
ofereço meu bem querer,
e aceito pagar pra ver!


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domingo, 22 de janeiro de 2012

Alegria

Então uma alegria dessas assim
meio sem rédeas surgiu.
Foi tomando conta
do meu coração,
preenchendo cada parte
do meu corpo...
Ficou tão grande
que já quase não cabia em mim!
E saltou para o mundo
em forma de um sorriso
misterioso e interminável...
... que em meu rosto este amor deixou.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Amor novo de novo

Quando este amor doce 
parece estar se acalmando,
a razão me foge e ele inflama em mim 
novamente com paixão.

 Me toma os sentidos, 
os pensamentos, 
sentimentos, 
sonhos... a imaginação.

E eu me pego querendo muito, muito mais do que devo,
me redescubro em puro amor e desejo,
tendo de reaprender a administrar as exigências 
de meu cansado (mas ousado) coração.




sábado, 31 de dezembro de 2011

Adeus ano velho

Foi um ano de emoções a flor da pele.
Menos razão, mais coração.
Menos perfeição, mais aceitação.
Mais eu mesma, de novo, em paz comigo.

Um ano como qualquer outro,
Mas eu sendo eu mesma.

Um ano diferente dos outros,
Agora eu estrangeira em minha própria terra.

Um ano de celebrações,
E para além das dificuldades, a experiência da gratidão.

Um ano de reencontro
Com a minha capacidade de amar e recomeçar sempre.

Desafios, perdas, medo, lágrimas.
Encontros, abraços, sorrisos, descobertas.
Conquistas, alegria, desprendimento, caridade.
Perseverança, serviço, humildade, fé.

E amor.
Muito amor...
Valeu!
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sábado, 24 de dezembro de 2011

Amores maduros

"Em última análise, precisamos amar para não adoecer."*

Quando reeditamos as dores do passado elas podem ser superadas, se damos outro significado às nossas trocas afetivas na vida adulta. Como não somos mais a criança frágil e dependente, e é fundamental lembrar isso sempre, o amor pode passar de algo incerto na mão do outro a uma condição escolhida, na medida em que me disponho a oferecê-lo sem garantias de retribuição. E faço isso partindo do princípio de que já o possuo por mim, em minha essência. É o amor próprio construído ao longo da minha existência, e que posso compartilhar.

O êxtase dessa experiência... o amor correspondido.
Quando acontece, nos fortalece para a vida!
Afinal, "como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!"*

* Freud

sábado, 17 de dezembro de 2011

Rendição

Por algum tempo o que fizeram foi disputar a razão
e buscar em vão a ponta do nó para desfazê-lo.
Falavam em tocar a música em outro tom, achar
a rima perfeita que melhor completasse o verso.
Como se um dos dois pudesse alterar
o curso das águas em que estavam imersos.
Sem saber que não era ele e nem ela,
mas o amor quem estava certo.
E quando deram conta não houve outra saída
a não ser corresponder ao apelo da vida. 
Coisas do coração. 
Experiência de rendição.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dois

Somos dois mesmo quando somos um,
E somos mais e melhores quando
Capazes de, diferenciadamente,
Eu ser eu ao lado teu,
E você ser você,
Sem deixar de ser meu.
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domingo, 27 de novembro de 2011

A falta

Sinto sua falta.

Falta da presença, do corpo, da voz.
Mas muito mais falta daquele olhar
que você tinha me dado de presente
ao ver em mim o que de melhor eu tenho.

Sinto falta de me permitir a entrega
e de não ter vergonha de dizer o que sinto
nem receio ou medo de qual será sua reação,
mesmo quando eu penso diferente em qualquer situação.

Sinto falta de ter brigado pra valer quando senti raiva,
quando me senti abandonada,
quando não concordava, ao invés de apenas
dizer pouco ou quase nada sobre meus temores.

Sinto falta de conseguir ser eu mesma de novo,
desde que decidi por conta própria
que isto não estava sendo bom para você,
e que por isso eu deveria deixar de ser.

Sinto falta de encontrar uma forma
de voltar a te arrancar sorrisos,
porque para mim se não for assim
não terá mais sentido.

Sinto falta de você e de mim,
do "nós" que estávamos construindo,
e dos nós que foram nos unindo, amarrando um ao outro
com laços de cuidado, verdade, cumplicidade e amor.


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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O fim que não aconteceu

Era para ser o fim.
Era dia de despedida.
Era para acabar o que só começou
antes de amadurecer e virar realmente...amor.
Mas esqueceram-se de quão surpreendente
costuma ser não o amor, mas a vida.
De repente a lucidez e então a certeza
de que haviam outras coisas precisando acabar.
Não a relação, o afeto, a entrega.
Mas a submissão, o esquecimento de quem se é,
o abandono do que se acredita ser essencial
e que por pouco quase se perdeu:
a fidelidade ao que move o ser,
a perseverança aos ideais que alimentam as tentativas,
o respeito a si mesmo em primeiro lugar.
Na tentativa de atender as expectativas alheias,
havia se instalado silenciosamente
a renúncia aos princípios construídos
nas aprendizagens anteriores,
nas relações vividas, por diversas vezes sofridas,
exigindo concessões desnecessárias.
Aprendizagem de que é preciso encontrar o equilíbrio
entre sustentar nosso desejo
e identificar as situações nas quais é preciso abrir mão.
Reivindicar o coração que é nosso por direito,
ou aceitar as limitações, desistindo de ter razão.
Mas jamais, nunca, cobrar o que se dá de graça,
o que é semeado no vento*,
que Drummond* chamou de amor.
E diante do fim que não aconteceu,
a surpresa feliz do reencontro com o eu,
na hipótese de que o amor próprio,
nome usado para traduzir o desafio
de se lançar sem se esquecer e se entregar sem se perder,
permita ao meu coração continuar amando você.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ele

Então ele disse, quando ela menos esperava.
Deixou sair as palavras que o coração recitava.
Corajoso, não conteve o suspiro.
Falou firme e doce bem no pé do ouvido.
Desistiu de disfarçar o que sentia.
Ofereceu de presente sonhos e alegria, ela merecia!
Depois disso se ajeitou.
E se entregou.
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