UMA PAUSA NA RAZÃO E MEU DESCANSO NA LOUCURA
domingo, 3 de julho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
Feriado
Afeto extravasado.
Tempo e espaço para mim.
Livro, música, edredom, amor sem fim.
Chega de pensar em futuro.
No fundo, nada é seguro.
Fui morar um tempo dentro do meu coração.
Por favor, não me incomode não.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Mais um outono se vai...
Meu trigésimo terceiro outono
vai-se embora agora
vai-se embora agora
Mas deixa bons cheiros no ar,
Muitos encontros para lembrar,
E ainda mais motivos para amar.
Hoje é o último dia
da minha estação preferida.
da minha estação preferida.
Que passou depressa,
como quase tudo em minha vida.
Ainda bem que já estou aquecida
para o inverno que chega.
E também disposta a viver
tudo que meu coração deseja.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Amor não mata
É incerto, relacionar é sempre incerto,
é correr um risco, vários...
é correr um risco, vários...
Mas há o dever de fazer valer a existência.
Ou como disse a Clarice*,
...há a vida que é para ser
intensamente vivida, há o amor.
intensamente vivida, há o amor.
Que é para ser vivido até a última gota.
Sem medo. Não mata.
Sem medo. Não mata.
Não, ninguém morre de amor.
Morre de ciúmes, de saudade, de desespero, de desilusão, de carência, de medo, de insegurança, de culpa, de sentimento de posse, de desespero, de ressentimento, de solidão, de depressão... que é um pouco de tudo isso misturado..., mas de amor, não!
"O amor está em quem ama e não em quem é amado"**,
e independente do que acontece do outro lado,
amar é como um presente que é dado,
é sair de dentro da gente sem a pretensão de habitar o amado,
apenas desprendimento, acolhimento e cuidado.
O amor se revela na caridade, no perdão e na cumplicidade.
Se traduz muito em gestos e pouco em palavras,
em vida vivida mais do que em vida sonhada ou prometida.
Amor não mata, pode apostar!
Já morri muitas vezes e nenhuma delas foi de amor.
Já morri muitas vezes e nenhuma delas foi de amor.
Mas em todas foi o amor que me ressuscitou.
*Lispector
**Platão
sexta-feira, 10 de junho de 2011
O dia
Seria dia de descobrir
As notas certas
Para a viagem incerta
Que faríamos só nós dois.
Abandonando as reservas
Desinventando as palavras
Não deixando nada para depois.
Faríamos música juntos.
Poesia.
Barulho.
História.
Arte.
Poderíamos percorrer mapas.
O sentido sem sentido do silêncio.
E o amor maior do mundo
que há em mim e em você.
Era só você querer.
Ah... você!
Você chegando, você me olhando,
você querendo a minha presença.
Você e seu abraço, seu cheiro e seu afeto,
talvez eu nem mereça.
Não tenho anticorpos para tudo isso...
...Me rendo... Me enlouqueça!
É que um tantinho só de loucura
até que faz bem pra cabeça!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Diz
Diz que não, que não é bem assim, que não chegamos ao fim, que foi tudo um engano, um mal entendido, um desencontro. Diz que saiu por aí e ao procurar-me esqueceu o caminho, esqueceu o segredo, nosso segredo, e se perdeu. Mas que agora está voltando, recordando, procurando, encontrando. Diz que não desistiu, que se distraiu, mas que está de volta pra mim. Que traz o coração nas mãos e as mãos estendidas assim, abertas, sinceras, despertas... Que está leve de novo e de novo me precisa para ter sentido, pra fazer de abrigo, pra se completar. Diz.
domingo, 15 de maio de 2011
Longe de você
Então aquele susto, aquele nó na garganta, aquele medo do desconhecido, aquele eu incerto de novo se materializando em meus pensamentos. Não que eu já não tivesse passado por essa experiência, e nem que já não tenha aprendido que tudo o que realmente vale a pena geralmente nessa vida é provisório, e nem é apenas a décima vez que me tiram o chão, as certezas, a segurança para eu ficar tão abalada assim, mas independente de tudo isso, e da minha mania incorrigível de fingir manter a calma, ainda e apesar de eu ser assim tão inconstante e ter pensamentos, sentimentos e humor oscilantes, fato é que mais uma vez me sinto desprotegida. Essa sensação me tira o sono, vai crescendo crescendo e de insônia vira ansiedade e de ansiedade desespero, e daí melancolia, tristeza, saudade, tudo misturado. É que com a sua partida vai embora também uma parte da construção de mim mesma que levou tempo para se concretizar. E mesmo sabendo que esta é uma tarefa que não termina nunca, me parece difícil continuar. Não sei nada, e ao mesmo tempo sei tudo. Fui escolhida para saber, mas quem dera não ter o que saber! Quem dera não ter que acontecer... Quem dera eu não ter que lidar com essas coisas de ir e vir, de chegar ou partir, de despedir. Sim, eu sei, mais uma vez a vida me provoca, me cutuca, me convoca, não me deixa acomodar. Mas eu prossigo insistindo que não era para eu estar nesse lugar. Eu, que demoro tanto para encontrar lugares seguros, que resisto tanto a aceitar refúgios, que levo a sério essa história de me envolver... Eu, que aprendi a amar você!
E esse tempo todo eu fui eu mesma,
mesmo quando não quis ver.
E pude expressar, sem reservas,
todos os meus jeitos de ser.
Agora, longe de você, serei o quê?
sábado, 7 de maio de 2011
Meu SIM!
Faxina interna, limpeza geral.
Todo fim é um começo.
Neste caso, recomeço de mim mesma,
Da história que não quero desistir de escrever.
Vasculhei as palavras esquecidas
Que poderiam ajudar-me na reescrita deste sim.
Joguei fora as ilusões desmedidas
Que acabariam por afastar-me do que é realmente bom para mim.
Reencontrei meus sonhos secretos.
Os realizados, e os quase abandonados.
Assumi meus desejos mais complexos,
Dilacerados pelo receio de acreditar no incerto.
Meu querer viver.
Meu sonho de ser feliz com você.
E mesmo cercada de vozes internas dizendo
Que não é possível,
Que não é viável,
Que não tem futuro,
Que não será estável...
O que sei é que nos seus olhos eu revi o melhor de mim
Misturado a esse novo você:
Firme, seguro, tranquilo.
Sereno, consciente, decidido.
Inexplicavelmente parceiro.
Como nunca pensei te encontrar.
Me ajudando a significar minha existência.
Me recordando sobre a minha essência.
Você sabe da minha inconstância.
Conhece as minhas fraquezas.
Convive com minha vertente insana.
E ainda assim me aceita, me acolhe, me respeita, me ama!
Todo fim é um começo.
Neste caso, recomeço de mim mesma,
Da história que não quero desistir de escrever.
Vasculhei as palavras esquecidas
Que poderiam ajudar-me na reescrita deste sim.
Joguei fora as ilusões desmedidas
Que acabariam por afastar-me do que é realmente bom para mim.
Reencontrei meus sonhos secretos.
Os realizados, e os quase abandonados.
Assumi meus desejos mais complexos,
Dilacerados pelo receio de acreditar no incerto.
Meu querer viver.
Meu sonho de ser feliz com você.
E mesmo cercada de vozes internas dizendo
Que não é possível,
Que não é viável,
Que não tem futuro,
Que não será estável...
O que sei é que nos seus olhos eu revi o melhor de mim
Misturado a esse novo você:
Firme, seguro, tranquilo.
Sereno, consciente, decidido.
Inexplicavelmente parceiro.
Como nunca pensei te encontrar.
Me ajudando a significar minha existência.
Me recordando sobre a minha essência.
Você sabe da minha inconstância.
Conhece as minhas fraquezas.
Convive com minha vertente insana.
E ainda assim me aceita, me acolhe, me respeita, me ama!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Fim não é assim!
Por favor...
Não apareça na minha frente hoje.
Fim não é assim!
Não apareça na minha frente hoje.
Me dê um tempo, um espaço,
Me deixe sentir sua falta,
Ou melhor,
Me deixe perceber de uma vez por todas
Que você não faz falta!
Me deixe pensar em outras coisas,
Querer outras pessoas,
Respirar outro ar que não o da sua expiração.
Já basta a noite que me tomaste inteira...
Precisava ocupar meus sonhos,
Tornar-se a inspiração para os devaneios,
Aparecer dentro dos livros de cabeceira?
E depois de me acordar mais cedo,
Tendo já tirado meu sossego,
Continuas, pelo dia afora,
Sem minha permissão,
Sendo meu sentimento primeiro.
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